Estudo sobre Identidade e Encontros de Pesquisa em Análise de Discurso Crítica (NELiS/CEAM/UnB)




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Quanto custa rechear seu Currículo Lattes

Essa não é uma coluna sobre cultura, é sobre educação. Mas o que tem mais a ver com a cultura do que a educação?

Todo estudante universitário já ouviu falar do Currículo Lattes, todo aspirante a Mestre ou Doutor decerto já fez o seu e àqueles com pretensões acadêmicas é imprescindível atualizar seu Lattes pelo menos duas vezes por ano. O Lattes é critério quase universal para seleções de programas de pós-graduação do Brasil e do exterior, além de ser fundamental nas bancas de contratação de professores universitários em concursos e editais. Mantido pelo CNPq, é uma forma democrática de centralizar as informações acadêmicas de todo país, permitindo aos pesquisadores encontrar colegas de áreas afins e, a quem seleciona, avaliar a produção científica do aspirante à vaga.

Os críticos dizem que o Lattes transforma todo o esforço intelectual dos pesquisadores em quantidade, em números, simplificando e até ridicularizando uma produção eminentemente qualitativa. Ocorre que no final do Lattes há uma tabela informando quantos artigos foram publicados, quantos livros ou capítulos de livros, de quantos congressos o fulano participou. Mas até aí nenhuma novidade, se você começou a ler este texto provavelmente já sabe o que é e como funciona o Currículo Lattes. A novidade é que um bom Lattes tem preço.
Com o crescimento dos cursos de pós-graduação no Brasil e o amadurecimento da Plataforma Lattes, a corrida por "qualificação" tem sido grande, e a lógica quantitativa acaba incentivando a formação de um verdadeiro "mercado acadêmico". Já havia percebido isso ao me inscrever em um congresso, no meu caso o da ABRAPLIP, mas poderia ser de qualquer área e em qualquer lugar. Se você quer que seu trabalho seja apresentado, antes da inscrição deve enviar um resumo e aguardar o aceite. Elaborei o resumo, nas normas que exigiam, e o submeti. Em poucas semanas, um e-mail informa que o trabalho foi aprovado, e o ingênuo aqui fica feliz da vida: vai no site, preenche a ficha de inscrição, imprime o boleto, paga no banco a taxa de cento e poucos reais (há eventos de R$ 300,00, R$ 500,00, e por aí afora, especialmente se você for da área de Medicina ou Direito). No dia da minha apresentação no evento, a surpresa: havia cinco pessoas na sala: um professor e quatro apresentando trabalhos. Público para quê? Discussão para quê? Afinal, dali sairemos com um certificado (enviado por e-mail), um CD-ROM e um número a mais no Lattes!

Evidentemente, a proporção não é um por um, mas tão evidente quanto é que os congressos hoje estão inchados com dezenas de apresentações de trabalhos, e o aceite desses é uma mera formalidade. Um trabalho medíocre será aprovado se não comprometer o evento e o autor lá estará, enquanto um aluno excelente que faça um artigo excelente mas por algum motivo não possa pagar a inscrição, ah, esse não estará lá. Afinal, sai caro um bom Lattes...
Mas vamos além, afinal de contas, poucos dos que se aventuram em cursos de pós-graduação não teriam dinheiro para a inscrição de um evento desses. E a passagem? E o hotel? E férias, para quem não tem bolsa? Sim, porque se você tiver pretensão de dar aula na USP, na UFRJ ou na UFRGS, é bom sua vida acadêmica não ficar restrita a Cacimbinhas, é bom você ter ido aos eventos nacionais mais importantes da sua área, ter contatos, viajar. E não espere algum desconto especial para viagens acadêmicas por parte das companhias aéreas. Muito menos bolsas oferecidas pelos cursos de pós-graduação, a não ser em raríssimos ― e discutíveis ― casos. Afinal, sai caro um bom Lattes...

Infelizmente, não é só isso. Estávamos tão acostumados a participar de congressos e pagar por isso, estamos tão satisfeitos em aproveitar esses eventos para fazer turismo pelo Brasil (ah, claro, ninguém acha que o controle de presença nesses eventos seja muito rigoroso, né?) que nem percebemos o quão injusta é essa lógica do "pagando bem, que mal tem". Quero ir além. De uns tempos para cá, tem se tornado comum no Brasil pagar pela publicação de artigos! Sim, os artigos científicos, tão puros, tão imparciais, tão citados como referência do conhecimento pela mídia, pelos nossos professores, publicá-los também tem um preço, e bem salgado.

Ainda não havia me acontecido isso, mas uma amiga da área da Enfermagem ousou submeter seu artigo de conclusão de curso para a Revista Gaúcha de Enfermagem e, adivinhem, o artigo foi aceito para a publicação com uma condição: ela e as outras duas autoras do artigo deveriam ser assinantes da revista para essa publicação, e, claro, isso tem um custo: R$ 130,00. Cento e trinta! Fiquei pensando se já aconteceu de alguém enviar artigo e ele não ser aceito, afinal cenzinho é cenzinho...

Pensei em reclamar para a UFRGS que uma revista com seu logotipo fizesse esse tipo de coisa, mas a Universidade está em férias. Entrei em contato, então, com a Ouvidoria do Ministério da Ciência e Tecnologia, a fim de denunciar esse tipo de abuso num país e numa universidade que lutam pela inclusão acadêmica de negros e pobres. A resposta, conclusiva, me fez perceber que o Lattes realmente tem preço:

Prezado Marcelo,
A cobrança para publicação de artigos é prática frequente na área internacional, inclusive porque alguns periódicos científicos são bancados pelos próprios autores. A informação, pelos custos que envolve, resulta cara. No Brasil, esta prática ainda não está amplamente disseminada mas já é praticada, principalmente na área médica.No caso específico, segundo sua informação, o pagamento não é propriamente pelo artigo, mas para que ela se torne sócia da revista. Sugerimos que consulte a política editorial do periódico, que deve estar impressa na própria revista ou no seu site. A política editorial informa quais são os critérios utilizados para seleção e publicação de artigos.Nada obstante, caso ela não concorde com o critério, pode submeter seu artigo a outros periódicos que não exijam contrapartida financeira. Seguramente na sua área de especialização existem vários em todo o Brasil.
Atenciosamente,
Ouvidoria-Geral do MCT

Indignado, entrei em contato com minha orientadora de graduação, uma professora muito amiga, Doutora em Comunicação. E aí a professora me lembrou de que quando terminou seu Doutorado, recebeu pelo menos cinco cartas a parabenizando e a convidando a publicar seu belíssimo trabalho em livro. Mas, é claro, um livro acadêmico é sempre importante e, afinal, sai caro um bom Lattes. Caro quanto? Cinco mil reais.

Não posso concordar com essa lógica, e me surpreende que entidades como a UNE fiquem mais preocupadas com o preço da passagem de ônibus do que com esse tipo de descalabro. Não é novidade alguma que a seleção para os cursos de pós-graduação passam por critérios pessoais, políticos, nada objetivos, e no momento que se cria uma ferramenta para tornar a escolha um pouco mais democrática, admitiremos que essa ferramenta sirva para privilegiar os estudantes com mais poder aquisitivo? Sem demagogia, dessa forma algum pobre que entrou na universidade pelas cotas ou pelo Pró-Uni conseguirá ingressar em Mestrados e Doutorados a partir desse critério mercantilista?

Para mim, o caso é muito grave. São essas pessoas com Lattes recheados que irão lecionar nas universidades federais e particulares (e há aos borbotões), são elas que irão formar os futuros médicos, advogados, jornalistas, professores? E quais os valores que essa geração acadêmica tem a passar? O valor do "quanto mais, melhor", do "quem pode mais, chora menos"? E essa realidade, todos sabem, se reflete desde o Ensino Fundamental, onde as creches e escolas públicas são cada vez mais abandonadas e as particulares proliferam e profissionalizam-se. Mas aí já é assunto para outra crônica...

Artigo de Marcelo Spalding, publicado no site Digestivo Cultural (www.digestivocultural.com), no dia 5/3/2009.

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REALISMO CRÍTICO

No período de 23 a 25 de julho de 2009, acontecerá na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói - RJ, a XII Conferência Anual da Associação Internacional para o Realismo Crítico.
Tema da conferência: Realismo e Emancipação Humana: Outro Mundo é Possível?
Local: Instituto de Geociências da UFF
Data final para submissão de trabalhos: 31 de março de 2009.
Para mais informações, acessem: http://www.uff.br/iacr

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EVENTOS

III SIL - Seminário Internacional de Linguística
Encontra-se em fase de organização o III SIL - Seminário Internacional de Linguística a realizar-se de 17 a 21 de agosto de 2009 na Universidade Cruzeiro do Sul, no Campus Anália Franco, V. Formosa – SP.
O tema geral é Texto, discurso e ensino.
As participações podem ser enviadas para iiiseminterling2009@gmail.com

III Seminário Nacional Interdisciplinar em Experiências Educativas
Informamos a realização do III Seminário Nacional Interdisciplinar em Experiências Educativas, do Grupo de Pesquisa RETLEE, UNIOESTE, campus de Francisco Beltrão, realizar-se-á em 21 e 22/05/2009. As informações completas estão no endereço: http://www.unioeste.br/eventos/seniee/
Atenção!! As inscrições de trabalhos estão prorrogadas até 17 de março de 2009 (última data para postagem).

16th European Conference on Reading and 1st Forum Ibero-American on Literacies. Confira informações no endereço http://www.littera-apl.org/conference/index.php?opcao=13&ling=1

II Simpósio Nacional de Estudos Filológicos e Linguísticos(http://www.filologia.org.br/iisinefil), a realizar-se de 1 a 4 de abril, na Faculdade CCAA, Rio de Janeiro.

IX CIHELA – Congresso Iberoamericano de história da Educação Latinoamericana.
Tema: Educação, Autonomia e Identidades na América Latina.
Informações acessíveis no endereço http://www.sbhe.org.br/ixcihela
O prazo para envio de trabalhos encerra-se em 31 de março.

II Congresso Brasileiro de Educação.
Informações mais completas podem ser acessadas no site do II CongressoBrasileiro de Educação, no endereço http://www.fc.unesp.br/cbe.

V CIEL - Ciclo de Estudos em Linguagem
Prazo de Inscrição: 9 a 31 de março (ouvinte) e 9 a 25 de março (com apresentação de trabalho).
Maiores informações e inscrição: http://www.uepg.br/ciel
O tema em pauta é Estudos da linguagem e formação docente: desafios contemporâneos, buscando discutir com aqueles que hoje enfrentam os desafios de formar educadores os rumos e perspectivas que as diferentes linguagens da contemporaneidade oferecem aos docentes já atuantes ou que ainda atuarão em todos os níveis de ensino.

II Seminário Brasileiro Livro e História Editorial a realizar-se nos dias 11 a 15 de maio próximo, na Biblioteca Nacional, Academia Brasileira de Letras e na Universidade Federal Fluminense.
É um evento de dimensão internacional, parte dele inserido no calendário oficial do Ano da França no Brasil. Visite o site do evento http://www.uff.br/lihed.

Fonte: Boletim Virtual da ALB - Ano IV n.27 - Março de 2009

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DRUMMOND PARA UM BOM FINAL DE SEMANA

Trabalhas sem alegria para um mundo caduco, onde as formas e as ações não encerram nenhum exemplo.
Praticas laboriosamente os gestos universais, sentes calor e frio, falta de dinheiro, fome e desejo sexual.
Heróis enchem os parques da cidade em que te arrastas, e preconizam a virtude, a renúncia, o sangue-frio, a concepção.
À noite, se neblina, abrem guarda-chuvas de bronzeou se recolhem aos volumes de sinistras bibliotecas.
Amas a noite pelo poder de aniquilamento que encerra e sabes que, dormindo, os problemas te dispensam de morrer.
Mas o terrível despertar prova a existência da Grande Máquina e te repõe, pequenino, em face de indecifráveis coqueiros.
Caminhas entre mortos e com eles conversas sobre coisas do tempo futuro e negócios do espírito.
A literatura estragou tuas melhores horas de amor.
Ao telefone perdeste muito, muitíssimo tempo de semear.
Coração orgulhoso, tens pressa de confessar tua derrota e adiar para outro século a felicidade coletiva.
Aceitas a chuva, a guerra, o desemprego e a injusta distribuição porque não podes, sozinho, dinamitar a ilha de Manhattan.

Agradeço a Sinara pela mensagem.
Bom final de semana a tod@s.

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SITE CONGRESSO ALED

Prezados/as,

Envio o site para mais informações sobre o VIII Congreso de la Asociación Latinoamericana de Estudios del Discurso: http://aled-mexico.org/

Obs.: Data limite para submissão de trabalhos: 15/3/2009

Abraços.

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REFLEXÃO

Se a vida o colocar numa situação que você não possa resolver, não insista: coloque-a na caixa SDPR (Só Deus pode resolver).
Se você está tendo um mau dia no trabalho, pense naqueles que não tem trabalho.
Não se desespere com um relacionamento que vai mal, pense naqueles que nunca souberam o que é amar e ser amado.
Não lamente o término do fim de semana, pense naquela mulher que trabalha doze horas por dia, sete dias por semana para alimentar os filhos.
Se o seu carro enguiçar e te deixar a quilômetros do socorro. Pense no paraplégico que sonha com uma caminhada destas.
Quando você notar mais um fio de cabelo branco, pense no paciente de câncer que gostaria de ter pelo menos alguns cabelos.
Quando você estiver perdido, pensando no sentido da vida ou no que DEUS pretende, pense naqueles que não viveram o bastante para pensar nisso.
Quando você for vítima da amargura, da ignorância, da mediocridade ou da insegurança dos outros, pense que as coisas podiam ser piores, você poderia ser um dos outros...

Agradecimento ao Marcos pela mensagem.
Boa semana para tod@s.

Fonte: Google Imagens

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COISAS DE PARAIBANO...

A partir da próxima semana, acontecem, na Universidade Federal da Paraíba, na cidade de João Pessoa, o Congresso da Associação Brasileira de Linguística e o Instituto de Linguística. Por causa disso, posto a seguinte mensagem, para falar desse povo tão maravilhoso que é o PARAIBANO. Quer dizer, por ser natural de Campina Grande sou muito suspeito... Enfim... A Paraíba é 10 mermo...


Coisas de paraibano!!!!

Paraibano não se diverte, ele 'bota pa decê'!
Paraibano não é distraido... é apombaiado!
Paraibano não fica solteiro... ele fica solto na bagaceira!
Paraibano não vai com sede ao pote... ele vai com a bixiga taboca!
Paraibano não vai embora... ele vai pegá o beco!
Paraibano nao diz 'concordo com vc' ... ele diz 'Né isso, omi!!!!'
Paraibano não conserta... ele imenda!
Paraibano não bate... ele 'senta-le'a mãozada!
Paraibano não sai pra confusão... ele sai pro 'muído'!
Paraibano não bebe um drink... ele toma uma!
Paraibano não é sortudo... ele é cagado!
Paraibano não corre... ele dá uma carrera!
Paraibano não ri... ele se rasga!
Paraibano não brinca... ele manga!
Paraibano não compra cachaça... ele compra 'o lítu'!
Paraibano não toma água com açúcar... ele toma garapa!
Paraibano não exagera... ele alopra!
Paraibano não engana... ele dá um migué!
Paraibano não percebe... ele dá fé
Paraibano não vigia as coisas... ele pastora!
Paraibano não sai apressado... ele sai desembestado!
Paraibano não aperta... ele arroxa!
Paraibano não dá volta... ele arrudêia!
Paraibano não 'vai se encontrar com alguém'... ele 'vai puntá alguém'
Paraibano não espera um minuto... ele espera um pedaço!
Paraibano não é distraído... ele é avoado!
Paraibano não fica encabulado... ele fica todo errado!
Paraibano não passa a roupa... ele engoma a roupa!
Paraibano não ouve barulho... ele ouve zuada!
Paraibano não acompanha casal de namorados... ele segura vela!
Paraibano não rega as plantas... ele 'agoa' as plantas
Paraibano não é esperto... ele é desenrolado!
Paraibano não é rico... ele é estribado!
Paraibano não é homem... ele é macho!
Fonte: Google Imagens

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