Terceiro Simpósio sobre Bilinguismo, Educação Bilíngue e Cidadania
O Terceiro Simpósio sobre Bilingualismo, Educação Bilíngüe e Cidadania na América Latina acontecerá em São Paulo, Brasil, nos dias 8, 9 e 10 de julho na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Esta terceira edição do evento traz uma grande novidade, que é um seminário pré-conferência. O primeiro Seminário Pré-Conferência do Bilinglatam acontecerá no dia 8 de julho de 2009 e oferecerá cursos nas várias áreas do Bilinguismo, Educação Bilíngue, Formação de Professores para a Educação Bilíngue e Educação para a Cidadania para alunos de graduação, pós-graduação, mestres e doutores. Estudantes e pesquisadores do mundo inteiro estão convidados a participar e contribuir com o Seminário, na perspectiva de construir um trabalho interdisciplinar de alta qualidade.Informações Gerais
Assim como os BILINGLATAM I e II, que aconteceram respectivamente em Buenos Aires, Argentina em 2004 e em Bogotá, Colômbia, em 2006, este Simpósio tem por objetivo promover o intercâmbio de conhecimento nas áreas de pesquisa e ensino em bilinguismo e educação bilíngue entre aqueles que trabalham em contextos lingüísticos majoritários e minoritários na América Latina.
A Comissão Organizadora receberá propostas de apresentações que abordem quaisquer aspectos ou recortes dos temas centrais, que são: i) Bilinguismo; ii) Educação Bilíngue;
iii) Formação de Professores para a Educação Bilíngue; iv) Educação para a Cidadania
Haverá três modalidades de apresentação: Plenárias, com palestrantes convidados; Comunicações, com duração máxima de 30 minutos e Sessões de apresentação de pôsteres, com duração de 30 minutos.
As línguas oficiais deste Simpósio são inglês, português, LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) e espanhol.
Defesa Pública de Tese de Doutorado
Universidade de Brasília
Programa de Pós-Graduação em Linguística
Defesa Pública de Tese de Doutorado
Título:“Medicina paliativa e análise de discurso crítica: Identidade, ideologia e poder”
Autor:Carmem Jená Machado Caetano
Comissão Examinadora:
Profa. Dra. Maria Izabel Santos Magalhães (UnB/LIP) - Orientadora
Profa. Dra. Maria Clara Bicudo de Azevedo Keating (Universidade de Coimbra, Portugal)
Profa. Dra. Sandra Maia Farias Vasconcelos (UFC)
Profa. Dra. Maria Christina Diniz Leal (UnB/LIP)
Prof. Dr. Guilherme Veiga Rios (UnB/Ceam/Nelis)
Prof. Dr. André Ricardo Nunes Martins (UnB/Ceam/Nelis) - Suplente
22 de junho de 2009
14 horas
LOCAL: Sala de Eventos do LIP
ICC Norte - Módulo 20 - Subsolo
Programa de Pós-Graduação em Linguística
Defesa Pública de Tese de Doutorado
Título:“Medicina paliativa e análise de discurso crítica: Identidade, ideologia e poder”
Autor:Carmem Jená Machado Caetano
Comissão Examinadora:
Profa. Dra. Maria Izabel Santos Magalhães (UnB/LIP) - Orientadora
Profa. Dra. Maria Clara Bicudo de Azevedo Keating (Universidade de Coimbra, Portugal)
Profa. Dra. Sandra Maia Farias Vasconcelos (UFC)
Profa. Dra. Maria Christina Diniz Leal (UnB/LIP)
Prof. Dr. Guilherme Veiga Rios (UnB/Ceam/Nelis)
Prof. Dr. André Ricardo Nunes Martins (UnB/Ceam/Nelis) - Suplente
22 de junho de 2009
14 horas
LOCAL: Sala de Eventos do LIP
ICC Norte - Módulo 20 - Subsolo
CONGRESSOS UNESP
XXI SEMANA DE LETRAS "Linguagem em movimento"
14 a 18 de setembro de 2009
14 a 18 de setembro de 2009
A Semana de Letras é um evento acadêmico-cultural que tem como objetivo maior a
complementação curricular dos alunos de graduação e de pós-graduação, além, é claro, de incentivar, por meio da integração entre a universidade e a comunidade externa a ela, o aprimoramento intelectual e cultural da sociedade.
complementação curricular dos alunos de graduação e de pós-graduação, além, é claro, de incentivar, por meio da integração entre a universidade e a comunidade externa a ela, o aprimoramento intelectual e cultural da sociedade.Para tanto, a Semana tem, em seu rol de atividades, mesas-redondas, conferências e minicursos, ministrados por renomados pesquisadores das grandes universidades do país, e, em 2009, contará com uma novidade em sua programação: as oficinas, que têm como objetivo apresentar, aos inscritos, alguns cursos práticos relacionados às atividades desempenhadas pelo profissional da área.
O evento conta também com a participação de grupos de dança, encenações teatrais e musicais tanto em sua programação, quanto no Sarau Cultural que, por tradição, acontece na quarta-feira da semana.
O I Seminário de Linguística da UNESP, que ocorrerá nos dias 05 a 07/08/2009, no IBILCE/UNESP, destina-se ao debate das pesquisas em desenvolvimento por alunos do Programa de Pós-Graduação em Estudos Lingüísticos do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas de São José do Rio Preto e do Programa de Pós-Graduação em Linguística e Língua Portuguesa da Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara, ambos da UNESP.Para promover o intercâmbio entre pesquisadores da área de Linguística, além de conferências e mesas-redondas, está prevista a realização de sessões abertas de apresentação de trabalhos recém-defendidos e de trabalhos atualmente em desenvolvimento em programas de pós-graduação do país reconhecidos pela CAPES.
Seminário de Estudos em Análise do Discurso - IV SEAD
É, como sempre, com emoção e entusiasmo, que abrimos as portas de nossa casa em Porto Alegre – o Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e seu Programa de Pós-Graduação em Letras – para acolher os amigos, colegas, alunos, pesquisadores, interessados pelas questões do campo discursivo na atualidade.Neste ano – 2009 – nosso encontro aporta um significado especial, pois marca os 40 anos de surgimento institucional da Análise de Discurso na França, com a publicação do livro de Michel Pêcheux - Analyse Automatique du Discours – e com a edição da revista Langages, organizada por Jean Dubois. Decidimos nos centrar em torno desse acontecimento e fazer trabalhar as noções de história e memória, quer no que concerne à própria Análise do Discurso, enquanto área de saber, quer no que concerne às especificidades e implicações dessas noções enquanto constituintes do dispositivo teórico. Eis, então, como surgiu e foi formulado nosso tema do IV Seminário de Estudos em Análise do Discurso - 1969 – 2009: Memória e história na/da Análise do Discurso.
Do mesmo modo que nas outras edições, vamos tratar da Análise do Discurso Francesa, na vertente liderada por Michel Pêcheux, e também da Análise do Discurso como a vimos construindo no Brasil, nos muitos grupos de pesquisa já consolidados que se ramificam por todo o país. Nas coordenações de mesas, simpósios e painéis, queremos homenagear alguns desses tantos pesquisadores que, em grupo ou isoladamente, contribuem com seu trabalho para sustentar e solidificar o quadro teórico e institucional da Análise do Discurso entre nós.
A conferência de abertura, cujo espaço será dividido entre França e Brasil, com Francine Mazière e Eni Orlandi à frente, dará o tom que esperamos faça ressoar o dito de Pêcheux – as delimitações, inversões, deslocamentos que a Análise do Discurso vem sofrendo ao longo desses 40 anos. Nas três mesas-redondas vamos estreitar o diálogo com a História, a Antropologia e a Literatura, a partir de conceitos-chave que nos instigam, propondo uma interlocução com especialistas dessas áreas. Nos dez simpósios retomaremos, em alguns casos, questões que não cessam de nos afetar (como sujeito, ideologia, interdiscurso) e abriremos, em outros, espaço para incluir novas demandas (como aquelas ligadas a linguagens contemporâneas, ensino, dispositivo metodológico). Por fim, os painéis servirão como espaço livre para um panorama da pesquisa em marcha no Brasil, no âmbito da Análise do Discurso.
E para tudo o que planejamos e organizamos, com muito esforço e afeto, se realize, precisamos do apoio dos parceiros-amigos do SEAD, que a cada edição se tornam mais numerosos (para nosso orgulho e alegria).
Aguardamos vocês.
Maria Cristina Leandro Ferreira
Presidente da Comissão Organizadora
Encontro Mineiro de Análise do Discurso
O Departamento de Letras e o Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal de Viçosa realizará, nos dias 24 e 25 de setembro de 2009, no Departamento de Letras da UFV, o III EMAD – Encontro Mineiro de Análise do Discurso. O evento tem como objetivo proporcionar a integração entre os pesquisadores da área de Análise do Discurso das instituições mineiras de ensino superior, assim como a divulgação, discussão e reflexão crítica das pesquisas produzidas nessa área. Trata-se da terceira edição do evento que ocorreu, pela primeira vez, em 2005, na Faculdade de Letras da UFMG, em Belo Horizonte e, em 2007, teve sua segunda edição no Instituto de Ciências Humanas e Sociais da UFOP.
REFLEXÃO
A sordidez humana, de Lya Luft
"Que lado nosso é esse, feliz diante da desgraçaalheia? Quem é esse em nós, que ri quandoo outro cai na calçada?"
"Que lado nosso é esse, feliz diante da desgraçaalheia? Quem é esse em nós, que ri quandoo outro cai na calçada?"
Ando refletindo sobre nossa capacidade para o mal, a sordidez, a humilhação do outro. A tendência para a morte, não para a vida. Para a destruição, não para a criação. Para a mediocridade confortável, não para a audácia e o fervor que podem ser produtivos. Para a violência demente, não para a conciliação e a humanidade. E vi que isso daria livros e mais livros: se um santo filósofo disse que o ser humano é um anjo montado num porco, eu diria que o porco é desproporcionalmente grande para tal anjo. 
Que lado nosso é esse, feliz diante da desgraça alheia? Quem é esse em nós (eu não consigo fazer isso, mas nem por essa razão sou santa), que ri quando o outro cai na calçada? Quem é esse que aguarda a gafe alheia para se divertir? Ou se o outro é traído pela pessoa amada ainda aumenta o conto, exagera, e espalha isso aos quatro ventos – talvez correndo para consolar falsamente o atingido?
O que é essa coisa em nós, que dá mais ouvidos ao comentário maligno do que ao elogio, que sofre com o sucesso alheio e corre para cortar a cabeça de qualquer um, sobretudo próximo, que se destacar um pouco que seja da mediocridade geral? Quem é essa criatura em nós que não tem partido nem conhece lealdade, que ri dos honrados, debocha dos fiéis, mente e inventa para manchar a honra de alguém que está trabalhando pelo bem? Desgostamos tanto do outro que não lhe admitimos a alegria, algum tipo de sucesso ou reconhecimento? Quantas vezes ouvimos comentários como: "Ah, sim, ele tem uma mulher carinhosa, mas eu já soube que ele continua muito galinha". Ou: "Ela conseguiu um bom emprego, deve estar saindo com o chefe ou um assessor dele". Mais ainda: "O filho deles passou de primeira no vestibular, mas parece que...". Outras pérolas: "Ela é bem bonita, mas quanto preenchimento, Botox e quanta lipo...".
Detestamos o bem do outro. O porco em nós exulta e sufoca o anjo, quando conseguimos despertar sobre alguém suspeitas e desconfianças, lançar alguma calúnia ou requentar calúnias que já estavam esquecidas: mas como pode o outro se dar bem, ver seu trabalho reconhecido, ter admiração e aplauso, quando nos refocilamos na nossa nulidade? Nada disso! Queremos provocar sangue, cheirar fezes, causar medo, queremos a fogueira.
Não todos nem sempre. Mas que em nós espreita esse monstro inimaginável e poderoso, ou simplesmente medíocre e covarde, como é a maioria de nós, ah!, espreita. Afia as unhas, palita os dentes, sacode o comprido rabo, ajeita os chifres, lustra os cascos e, quando pode, dá seu bote. Ainda que seja um comentário aparentemente simples e inócuo, uma pequena lembrança pérfida, como dizer "Ah! sim, ele é um médico brilhante, um advogado competente, um político honrado, uma empresária capaz, uma boa mulher, mas eu soube que...", e aí se lança o malcheiroso petardo.
Isso vai bem mais longe do que calúnias e maledicências. Reside e se manifesta explicitamente no assassino que se imola para matar dezenas de inocentes num templo, incluindo entre as vítimas mulheres e crianças... e se dirá que é por idealismo, pela fé, porque seu Deus quis assim, porque terá em compensação o paraíso para si e seus descendentes. É o que acontece tanto no ladrão de tênis quanto no violador de meninas, e no rapaz drogado (ou não) que, para roubar 20 reais ou um celular, mata uma jovem grávida ou um estudante mal saído da adolescência, liquida a pauladas um casal de velhinhos, invade casas e extermina famílias inteiras que dormem.
A sordidez e a morte cochilam em nós, e nem todos conseguem domesticar isso. Ninguém me diga que o criminoso agiu apenas movido pelas circunstâncias, de resto é uma boa pessoa. Ninguém me diga que o caluniador é um bom pai, um filho amoroso, um profissional honesto, e apenas exala seu mortal veneno porque busca a verdade. Ninguém me diga que somos bonzinhos, e só por acaso lançamos o tiro fatal, feito de aço ou expresso em palavras. Ele nasce desse traço de perversão e sordidez que anima o porco, violento ou covarde, e faz chorar o anjo dentro de nós.

Que lado nosso é esse, feliz diante da desgraça alheia? Quem é esse em nós (eu não consigo fazer isso, mas nem por essa razão sou santa), que ri quando o outro cai na calçada? Quem é esse que aguarda a gafe alheia para se divertir? Ou se o outro é traído pela pessoa amada ainda aumenta o conto, exagera, e espalha isso aos quatro ventos – talvez correndo para consolar falsamente o atingido?
O que é essa coisa em nós, que dá mais ouvidos ao comentário maligno do que ao elogio, que sofre com o sucesso alheio e corre para cortar a cabeça de qualquer um, sobretudo próximo, que se destacar um pouco que seja da mediocridade geral? Quem é essa criatura em nós que não tem partido nem conhece lealdade, que ri dos honrados, debocha dos fiéis, mente e inventa para manchar a honra de alguém que está trabalhando pelo bem? Desgostamos tanto do outro que não lhe admitimos a alegria, algum tipo de sucesso ou reconhecimento? Quantas vezes ouvimos comentários como: "Ah, sim, ele tem uma mulher carinhosa, mas eu já soube que ele continua muito galinha". Ou: "Ela conseguiu um bom emprego, deve estar saindo com o chefe ou um assessor dele". Mais ainda: "O filho deles passou de primeira no vestibular, mas parece que...". Outras pérolas: "Ela é bem bonita, mas quanto preenchimento, Botox e quanta lipo...".
Detestamos o bem do outro. O porco em nós exulta e sufoca o anjo, quando conseguimos despertar sobre alguém suspeitas e desconfianças, lançar alguma calúnia ou requentar calúnias que já estavam esquecidas: mas como pode o outro se dar bem, ver seu trabalho reconhecido, ter admiração e aplauso, quando nos refocilamos na nossa nulidade? Nada disso! Queremos provocar sangue, cheirar fezes, causar medo, queremos a fogueira.
Não todos nem sempre. Mas que em nós espreita esse monstro inimaginável e poderoso, ou simplesmente medíocre e covarde, como é a maioria de nós, ah!, espreita. Afia as unhas, palita os dentes, sacode o comprido rabo, ajeita os chifres, lustra os cascos e, quando pode, dá seu bote. Ainda que seja um comentário aparentemente simples e inócuo, uma pequena lembrança pérfida, como dizer "Ah! sim, ele é um médico brilhante, um advogado competente, um político honrado, uma empresária capaz, uma boa mulher, mas eu soube que...", e aí se lança o malcheiroso petardo.
Isso vai bem mais longe do que calúnias e maledicências. Reside e se manifesta explicitamente no assassino que se imola para matar dezenas de inocentes num templo, incluindo entre as vítimas mulheres e crianças... e se dirá que é por idealismo, pela fé, porque seu Deus quis assim, porque terá em compensação o paraíso para si e seus descendentes. É o que acontece tanto no ladrão de tênis quanto no violador de meninas, e no rapaz drogado (ou não) que, para roubar 20 reais ou um celular, mata uma jovem grávida ou um estudante mal saído da adolescência, liquida a pauladas um casal de velhinhos, invade casas e extermina famílias inteiras que dormem.
A sordidez e a morte cochilam em nós, e nem todos conseguem domesticar isso. Ninguém me diga que o criminoso agiu apenas movido pelas circunstâncias, de resto é uma boa pessoa. Ninguém me diga que o caluniador é um bom pai, um filho amoroso, um profissional honesto, e apenas exala seu mortal veneno porque busca a verdade. Ninguém me diga que somos bonzinhos, e só por acaso lançamos o tiro fatal, feito de aço ou expresso em palavras. Ele nasce desse traço de perversão e sordidez que anima o porco, violento ou covarde, e faz chorar o anjo dentro de nós.
Fonte: Revista Veja
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